Vitamina K: história, fonte, função, excesso e deficiência

A+ A- Assine a Newsletter Facebook Twitter

Inscreva-se no Canal NUTRItodos

A vitamina K foi descoberta por Henrik Dam em 1929, como um fator anti-hemorrágico, capaz de restabelecer perturbações sanguíneas observadas em galinhas, alimentadas com dieta livre de gordura. Em 1939, Dam na Dinamarca e Doisy em St. Louis isolaram a vitamina K1 da alfafa e determinaram sua exata estrutura química: 2-metil-3-phytyl-1,4 naftoquinona. Sua principal função é, portanto, promover a síntese dos fatores de coagulação.

Assim como as vitaminas A e D já descritas, é um composto lipossolúvel, por isso, distúrbios na digestão e absorção de gorduras (por patologias gastrointestinais, disfunções hepáticas, ou uso de medicações, álcool, e até laxantes) podem levar a sua deficiência.

A forma encontrada na alimentação é filoquinona (vitamina K1) em hortaliças e óleos vegetais, mas há também a sintética (menadiona – vitamina K3) normalmente utilizada como fonte da vitamina para a alimentação animal, e àquela sintetizada por bactérias que incluem as do trato intestinal (menaquinona – vitamina K2).

A toxicidade da vitamina K está ligada a menadiona (K3), por isso, quando é necessária a suplementação a administração é de vitamina K1.

Assim como todas as vitaminas, a recomendação de ingestão adequada da vitamina K varia de acordo com sexo, idade e estado nutricional.

Aos pacientes que fazem terapia com anticoagulantes, deve-se procurar orientação de um nutricionista para indicar a manutenção de uma ingestão constante de filoquiona (vitamina K1) considerando a ingestão alimentar e possíveis suplementações. Esta manutenção é indicada levando-se em conta o possível papel da vitamina K na integridade óssea e os efeitos benéficos de outros nutrientes encontrados nos alimentos ricos nesta vitamina.

Abaixo alguns exemplos com as quantidades de vitamina K na porção de 100g:

  • Espinafre: 380 µg
  • Repolho: 339 µg
  • Brócolis: 179 µg
  • Agrião: 315 µg
  • Salsa: 548 µg
  • Alface: 129 µg
  • Couve de Bruxelas: 147 µg
  • Óleo de soja: 173 µg
  • Óleo de canola: 123 µg

 

A vitamina K1, contida nos óleos vegetais, é estável ao calor e processamento, mas é rapidamente destruída pela luz fluorescente e natural. Portanto é sugerida a estocagem desses óleos em embalagens escuras.

Outras fontes alimentares que segundo estudos mostraram resultados significativos quando consumidos regularmente são: feijões, leite integral, queijos, manteiga, fígado, casca de frutas.

Obs.: Fabiane Goeldi é Nutricionista (CRN 3 -34090) e colaboradora da Rede NUTRItodos. Todas as informações acima são para ajudá-los a terem uma maior consciência sobre alimentação saudável, mas não substituem a orientação de seu nutricionista!

Mais Reportagens de Fabiane

Torta de Espinafre integral

Bolo de Cenoura com Aveia

Tudo sobre Vitamina A: história, fonte, função, excesso e deficiência

0
Como você avalia este conteúdo?
VN:F [1.9.13_1145]
Rating: 5.0/5 (1 votos)
Avaliação deste conteúdo:
Vitamina K: história, fonte, função, excesso e deficiência, 5.0 out of 5 based on 1 rating

Deixe seu comentário