Cuidar da alimentação pode ser uma das suas promessas para 2013?

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Eu acredito que essa é uma das muitas promessas que fazemos todo início de ano, assim como parar de fumar, fazer atividade física, passar mais tempo com a família, entre outras.

Não vejo como cuidar e melhorar a alimentação sem um pensamento: Reeducação alimentar!
Reeducação alimentar é um processo a curto, médio ou longo prazo, em que a pessoa irá observar os seus hábitos alimentares mantendo as práticas corretas que já faz na sua dieta habitual e melhorando o que seja necessário.

Por que a curto, médio ou longo prazo?
Porque vai depender do quanto a pessoa precisa melhorar na sua dieta, do quanto ela tem condições de fazer em termos financeiros, de estrutura familiar (apoio da família, instalações da cozinha, o responsável pela compra e preparo dos alimentos), do local aonde se alimenta quando trabalha (restaurante na rua, refeitório da empresa ou se leva marmita) ou ainda aonde estuda (cantina da escola ou da faculdade). Além disso, é importante ter em mente o quanto a pessoa tem facilidade e abertura para fazer mudanças (a alimentação está incluída aqui), do quanto ela de fato acredita que essas transformações serão positivas e necessárias para a sua vida, a sua saúde e do quanto ela está disposta a mudar.

Todos nós sabemos e sentimos que comer é um a experiência gostosa de prazer e não estou dizendo que perderemos essa sensação. A grande questão é quando comer se torna a única fonte de prazer, ou a mais importante, e quando isso ocorre o desafio será maior ainda.
O primeiro passo é olhar como você se relaciona com os alimentos, o que eles significam na sua vida, o quê e quanto come, os que gosta e os que não gosta, os que fazem bem e os que não fazem, por provocarem azia, ânsia, vÃ?mito, diarreia, queimação, refluxo, intestino preso ou alergia, por exemplo. Às vezes vejo pessoas que mesmo passando mal com determinado alimento não conseguem evitá-lo, consumi-lo em menor quantidade ou até eliminá-lo da sua dieta.

Uma coisa que ajuda bastante é anotar num caderno, fazer uma planilha no computador ou no celular do quê e quanto come, os horários em que come e o local, os sentimentos que experimenta nessas horas (tristeza, solidão, raiva, rancor, medo, vazio, alegria, prazer, relaxamento, felicidade, prosperidade…); pois tudo isso o ajudará a entender melhor os seus hábitos alimentares. Nessa fase, contar com a ajuda do nutricionista e do psicólogo será muito proveitoso, para começar a desfiar o grande novelo de lã que é a alimentação x aspectos emocionais e psicológicos.

O grande movimento será buscar o equilíbrio entre:
• os alimentos que você gosta ou os que tem para comer;
• as escolhas dos alimentos dentre os que são mais saudáveis (verduras, legumes, frutas, carnes magras, leite e derivados com menos gordura, os feijões em geral,…) e os menos saudáveis (gordura animal, alimentos muito salgados e gordurosos, açúcares e doces, produtos refinados e com pouca fibra, …);
• a seleção dos alimentos que você sabe que deve evitar ou comer em menor quantidade (mesmo gostando muito e querendo repetir a dose);
• a opção pelos alimentos que você não gosta muito, mas que acredita que serão bons para o seu corpo e se esforçará para comê-los (nem que seja em pequena quanti dade).

Mas, será que é necessário deixar de comer tudo o que gosta e, que às vezes não é saudável, e só comer o que não gosta, mas que é saudável?
Aqui de novo deverá ocorrer o bom senso!
Os resultados para a saúde, de hábitos alimentares saudáveis, vão desde uma pele e cabelos mais bonitos e com mais vida, um intestino que funciona normalmente, um peso adequado, bom humor, pique para estudar, trabalhar, passear, namorar; até a pressão arterial controlada, a glicose e o colesterol normais, e com tudo isso um coração batendo como nunca.
O meu voto é pelo meio termo sempre!
Até a próxima!

Obs.: Adriana Lúcia Van-Erven Ávila é Nutricionista (CRN 3 – 2816) e colabora da Rede NUTRItodos. Todas as informações acima são para ajudá-los a terem uma maior bagagem crítica sobre alimentação!

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