Porquê regulamentar a publicidade de alimentos?

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“Propaganda está ligada em princípio à
concepção dada pelo Papa Urbano VIII quando, em 1627, cria o „Colégio de
Propaganda‟ (…) O termo propaganda deriva do latiim „propagare‟ que vem
de „pangeré‟ que significa enterrar, mergulhar (…) O siginificado específico
foi feito pela Igreja Católica numa campanha de difusão do cristianismo nas
novas terras descobertas (…) Tem a conotação de propagar doutrinas religiosas ou princípios políticos”. (BARBOSA, 1995)

Podemos falar que hoje a propaganda muitas vezes é confundida com publicidade.
Essa significa a arte de exercer ação psicológica sobre o público com finalidade comercial, ou seja, venda de produtos ou serviços”. (BARBOSA, 1995). Alguns autores divergem entre a utilização  correta do termo, mas ambas tem sentidos diferentes.

Existe muita dúvida e discussão sobre o poder da publicidade ser capaz de tornar pessoas obesas. A dúvida ocorre, pois,
o ser humano recebe diversas influências sobre a formação do hábito alimentar. Sendo essas de características sociais, econômicas, psicológicas, culturais etc. O que é comprovado tanto por publicitários e pesquisadores é que existe influência sobre a escolha de alimentos…Esse poder é tão grande que faço a Pergunta: Qual o refrigerante mais consumido no Brasil……………………………………Coca-cola????????????????????

NÃO……………..de acordo com o POF 2002/03 o refrigerante mais consumido é a base de guaraná, ou seja, não necessariamente Antártica, mas pode ser Dolly, Tubaína etc. A publicidade coloca respostas e desejos que não necessariamente são nossos. Infelizmente apenas país desenvolvidos tem um regulamentação interessante sobre a publicidade de alimentos. Países como Noruega a propaganda dirigida a criança menor de 12 anos é proibida, e também a exibição de propagandas em programas
infantis. Na Suécia a propaganda de TV para crianças menores de 12 anos é
proibida antes das 21h. Nos EUA há limite de 12 minutos de propaganda por
hora, sendo proibido merchandising testemunhal. Na Inglaterra é proibida a
propaganda de alimentos com alto teor de gordura, sal, açúcar dentro e
durante a programação de TV, ao público menor de 16 anos a qualquer hora
do dia ou da noite (LINN, 2009).

Como pode o pais mais capitalista do mundo (EUA) ter menos tempo de propaganda para crianças do que o Brasil? Aqui são 15 minutos de propaganda por hora de TV. Como podem as mesmas empresas que vedem seus produtos nos países desenvolvidos terem respeito com a criança e aqui no Brasil, não terem o mesmo respeito?

Um das respostas seria que nos países desenvolvidos o Congresso deles defendem mais os interesses da saúde de crianças do que o nosso Tupiniquim Congresso. Por isso, defendi um dissertação de mestrado na USP sobre o assunto e venho dialogando com nutricionistas/sociedade para Regulamentar a publicidade de alimentos no Brasil. Faço parte da Frente pela Regulação da Publicidade de alimentos, a qual, congrega mais de 50 entidades da sociedade civil. Entrem no site (http://regulacaoalimentos.blogspot.com) e divulguem para o Brasil. Nós vamos regulamentar a publicidade, mas precisamos de nutricionistas/cidadãos engajados no tema e interessados em defender nosso país, e em especial nossas crianças.

Alexander Marcellus

Coordenador Geral e Nutricionista

da Rede NUTRItodos

Bibliografia

Barbosa IS. Propaganda e significação: do conceito à inscrição psicocultural.
In: Correa TG. Comunicação para o mercado. São Paulo: Edicon;
1995. p31-50.

Linn S. Honrar a criança em tempos desonrosos: recuperando a infância da

cultura de mídia comercializada. In: Cavoukian R, Olfman S, organizadores.

Honrar a criança: como transformar este mundo. São Paulo: Instituto Alana;

2009. p. 249-261.

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